Celso Unzelte

Não tem jeito: o rebaixamento (ou não) do Corinthians toma mesmo conta das rodas esportivas neste fim de ano e de Campeonato Brasileiro. Então, seguem algumas histórias de segunda divisão, esse fantasma que assola dez entre dez grandes times brasileiros.

Jogo em um canto qualquer do interior do país. Como o estádio não tinha refletores, o juiz é obrigado a apitar o início pontualmente às quatro horas da tarde, mesmo sabendo que o policiamento, sempre necessário por aquelas bandas, ainda não havia chegado.

Aos 15 minutos do primeiro tempo, um atacante do time visitante é claramente derrubado por um pontapé dentro da área. Mas o juizão finge que não vê — afinal, o policiamento ainda não havia chegado...

O primeiro tempo termina 0 x 0. Aos 10 do segundo, finalmente o policiamento chega. E o juiz, então, apita, parando o jogo. Pega a bola, atravessa o campo e, corajosamente, coloca-a na marca da cal, dizendo ao capitão da equipe visitante: “Agora que a polícia chegou, nós podemos bater aquele pênalti que vocês sofreram no primeiro tempo...”

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Recém-promovido à primeira divisão, o time do interior do Brasil resolve trazer um técnico famoso de um dos grandes centros. Na primeira semana na cidade, ele é ciceroneado por toda a diretoria em uma visita às necessárias obras de ampliação do estádio.

Dentro do gramado, os diretores, orgulhosos, explicam ao renomado treinador que o campo também está sendo ampliado, por não atender às exigências mínimas de largura e comprimento. E até os gols, que antes não tinham os 7,32 m x 2,44 m exigidos pelas regras do futebol, terão que ser aumentados.

“Vocês estão malucos?”, reage o técnico, já olhando para o funcionário encarregado de fixar as novas traves. “Agora, são times grandes que vão vir jogar aqui. Diminui esse gol, diminui esse gol...”

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Mais um jogo no interior do país, dessa vez de um time patrocinado por um coronel local. E que não por acaso estava invicto jogando em casa há vários jogos.

Um dia, apareceu um juiz com coragem suficiente para apitar um pênalti contra o time do coronel. Mal acostumados, jogadores e torcedores não deixaram bater, empurrando o árbitro e invadindo o campo. A bola, parada na marca da cal, esperava pela cobrança.

Até que o próprio coronel resolveu encerrar a questão. Pulou a cerca que separava o público do campo, sacou de seu revólver e deu um tiro certeiro na bola, dizendo: “Pênalti contra o meu time, na minha casa, ninguém cobra!”

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